O Bahia deixou de exibir aquele futebol envolvente, marca do início da era Falcão no Fazendão. O técnico tricolor mexeu no esquema tático e mudou a forma de jogar do time. Mesmo com três volantes, não chega a ser defensivo, mas falta a criatividade de um meia centralizado. Foi assim na última quinta, quando o Bahia amargou a primeira derrota em casa no ano: 2×1 para o Grêmio na Copa do Brasil.
Neste domingo, às 18h30, contra o Santos, em Pituaçu, a tendência é que o esquema seja mantido, apesar dos números mostrarem que essa tática fez a produtividade do time cair. O Bahia não venceu em nenhuma das vezes que Falcão começou com três volantes. E mais: apesar do reforço na marcação, foram cinco gols sofridos nos últimos três jogos. Fahel, Hélder e Diones também foram titulares nas duas finais do estadual. Com a vantagem, o Esquadrão levou o título após empates em 0×0 no Barradão e 3×3 em Pituaçu. Antes, no dia 11 de março, 1×1 contra o Juazeiro, com Fahel, Diones e Filipe titulares.
Falcão não foi o primeiro treinador na temporada a optar pelo esquema com três volantes. Comandado por Joel Santana, o Bahia jogou assim em três rodadas do estadual, contra Juazeirense, Serrano e Feirense. Venceu todas. Como interino Eduardo Souza, mesma formação diante de Itabuna e Vitória da Conquista e outras duas vitórias.
Daniela Leone – Correio*



